A Cloud API do WhatsApp é a interface oficial que a Meta oferece a empresas para enviar e receber mensagens por programa. Para começar precisa de seis coisas, pela ordem em que as vai encontrar: uma conta de programador, uma app, um número, um token, um webhook verificado e modelos de mensagem aprovados. Os ecrãs e os requisitos são os da Meta e mudam; este artigo é o mapa, e a documentação da Meta é o terreno.
As seis peças
| Peça |
O que é |
Onde tropeça quem começa |
| Conta de programador |
A entrada na plataforma de programadores da Meta, ligada a uma conta pessoal. |
Usar uma conta pessoal que depois sai da empresa. |
| App |
O objecto da Meta que representa a sua integração. Do tipo para empresas, com o produto WhatsApp acrescentado. |
Escolher o tipo errado de app. |
| Número |
O número de telefone de onde as mensagens saem. A Meta oferece um número de teste para experimentar. |
Usar logo o número que já está no telemóvel. Veja escolher o número. |
| Token |
A credencial com que o seu programa se identifica. Há um temporário, para testes, e um permanente, para produção, segundo a documentação. |
Pôr o temporário em produção e ver tudo parar quando expira. |
| Webhook verificado |
O endereço seu a que a Meta envia as mensagens recebidas. Tem de passar uma verificação. Veja webhooks da Meta. |
Um endereço sem HTTPS válido, ou que não devolve o que a Meta espera. |
| Modelos aprovados |
Mensagens-tipo que a Meta revê. São obrigatórias para escrever primeiro. Veja modelos e janela de 24 horas. |
Escrever um modelo vago e vê-lo recusado. |
Passo a passo
| 1 |
Crie a conta de programador na plataforma da Meta e ligue-a à conta de empresa da Meta que vai ser dona da integração. Se não a tem, crie-a. A Meta pode pedir a verificação da empresa em certas fases; leia o que ela exige na altura.
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| 2 |
Crie a app do tipo para empresas e acrescente-lhe o produto do WhatsApp. O painel da app passa a ter uma secção de configuração com o número de teste e o token temporário.
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| 3 |
Envie uma mensagem de teste a partir do painel, para um destinatário que tenha registado como autorizado. É a forma mais rápida de ver tudo a funcionar antes de escrever uma linha de código.
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| 4 |
Configure o webhook para receber as respostas. Precisa de um endereço público com HTTPS. Pode alojá-lo num VPS seu, num fluxo do n8n ou noutro serviço.
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| 5 |
Acrescente o seu número real, quando estiver pronto, e peça o token permanente.
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| 6 |
Crie os modelos de que precisa e espere pela aprovação antes de contar com eles.
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O token é uma palavra-passe. Quem o tiver envia mensagens em nome da sua empresa. Não o ponha em código público, em capturas de ecrã nem em mensagens de ajuda. Guarde-o como segredo, numa variável de ambiente (veja variáveis de ambiente e segredos).
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E a Evolution API?
A Cloud API vive nos servidores da Meta: não precisa de Docker nem de um VPS para a usar. Só precisa de um sítio para o webhook. Quem já tem a Evolution API pode usá-la como camada por cima da Cloud API, em vez do Baileys. Veja o que é a Evolution API.
Condições comerciais, categorias de conversa e limites são da Meta e mudam, por isso não estão aqui. Para uma visão geral do que pesa na decisão, veja a Cloud API: vantagens, desvantagens e a quem serve.
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Não somos parceiros da Meta, e este artigo não substitui a documentação dela. O que lhe damos é o servidor, se precisar de um para o webhook: veja os VPS. A configuração da app, do número e dos modelos é sua e da Meta.
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