Cloudflare: quando ajuda, como ligar, e a cache que o engana

A Cloudflare fica à frente do seu site: os visitantes chegam primeiro a ela, e ela é que nos vem buscar o que precisa. Isso traz três coisas de uma vez — páginas servidas de perto, filtragem de ataques, e um certificado à entrada. O plano gratuito faz tudo isto.

Com os nossos servidores na Europa, é a melhor melhoria isolada para quem tem visitantes em Moçambique — ver onde ficam os nossos servidores.

Como se liga

1 Crie conta em cloudflare.com e acrescente o seu domínio. Ela lê os registos actuais sozinha.
2 Confira a lista que ela importou antes de avançar. É aqui que se perdem registos — sobretudo os de e-mail.
3 Ela dá-lhe dois nameservers. Substitua os nossos por esses, no painel onde gere o domínio — ver como configurar o DNS de um domínio.
4 Espere pela propagação — ver quanto tempo demora. A Cloudflare avisa por e-mail quando estiver activa.
Confira o MX antes de mudar os nameservers. Se o e-mail do domínio é connosco, os registos MX têm de aparecer na Cloudflare exactamente como estão aqui, e a nuvem ao lado deles tem de ficar cinzenta (só DNS), nunca laranja. Nuvem laranja num MX quebra o e-mail de imediato, e é o erro número um desta mudança. O mesmo para o registo do SPF — ver registos de DNS explicados e SPF, DKIM e DMARC.
Nuvem laranja Nuvem cinzenta
O site (www e o domínio) Passa pela Cloudflare: ganha cache, filtragem e o endereço real fica escondido.
MX, mail, SPF, DKIM Sempre cinzenta. O correio não passa pela Cloudflare.
FTP e acesso ao cPanel Cinzenta. Só o tráfego web pode ser proxyado.

A cache que o engana — e a solução

Depois de ligada, a Cloudflare guarda cópias das páginas. É isso que a torna rápida — e é isso que faz com que, ao editar o site, continue a ver a versão antiga. Não é avaria: é ela a fazer o trabalho.

Para limpar tudo: entre no painel da Cloudflare, escolha o domínio e use Caching → Purge Everything. Há também a limpeza de endereços específicos, se só mexeu numa página.

Se vai passar a tarde a mexer no site. Ligue o Modo de programador (Developer Mode), no separador Caching ou no ecrã inicial. Ele desliga a cache durante 3 horas e volta a ligar-se sozinho — vê cada alteração ao vivo sem ter de limpar a cache a cada gravar. Ao fim das 3 horas volta tudo ao normal; se acabar antes, desligue-o à mão.
Não se esqueça da outra cache. Se o site é WordPress com o plugin do LiteSpeed, há duas caches: a do servidor e a da Cloudflare. Uma alteração que não aparece pode estar presa em qualquer das duas — limpe primeiro a do site e só depois a da Cloudflare. E o navegador tem a terceira: experimente numa janela privada antes de concluir que está partido. Ver o site está lento: o que faz mesmo diferença.

Quando o site é atacado

No separador Security há o modo «I'm Under Attack». Ligado, cada visitante passa por uma verificação de alguns segundos antes de chegar ao site — o que trava tráfego automático quase por completo. Incomoda os visitantes reais, por isso é para usar durante o ataque e desligar a seguir.

O que a Cloudflare muda do nosso lado

Duas coisas que vale a pena saber antes de nos escrever a dizer que algo está estranho:

1 Os endereços dos visitantes passam a ser os dela. Nas estatísticas do cPanel e nos registos, verá endereços da Cloudflare em vez dos reais. É normal; as estatísticas verdadeiras passam a estar no painel dela.
2 O endereço do servidor deixa de estar à vista, o que é bom — mas quando nos pedir ajuda, diga que usa Cloudflare. Poupa-nos meia hora a perceber porque é que o que vemos não bate certo com o que vê — ver qual é o IP do seu alojamento.

Quer ajuda a ligar a Cloudflare sem partir o e-mail?

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