Dar acesso ao site a um programador ou designer sem lhe entregar a sua palavra-passe

Não precisa de dar a palavra-passe da sua conta a quem lhe faz o site. Há acessos mais pequenos que chegam para o trabalho, que pode desligar quando ele acabar, e que deixam as suas facturas, os seus domínios e o resto da conta fora do alcance. A regra é dar o mínimo necessário, a cada pessoa, por um tempo.

O que dar, conforme o trabalho

O trabalho é… Dê-lhe… Não lhe dê…
Editar páginas e artigos em WordPress Um utilizador do WordPress, com o papel de Editor se chega, ou de Administrador se vai instalar plugins e temas Nem a palavra-passe do Meu Interweb, nem a do cPanel
Enviar ficheiros para o site Uma conta FTP (ou SFTP) própria, limitada a uma pasta. Ver contas FTP e ligar com o FileZilla e SFTP em vez de FTP. O acesso ao cPanel inteiro
Trabalhar com código e versões Um repositório Git ligado ao cPanel. Ver publicar o site a partir de um repositório. Acesso à conta para o fazer
Mexer em e-mail, bases de dados, DNS ou cópias Só quando é mesmo preciso, e por um prazo curto: ou dá o acesso ao cPanel, ou é você a fazer o passo que ele indicar Acesso permanente
Tratar de facturas ou de domínios por si Uma sub-conta do Meu Interweb com só as permissões que escolher. Ver gerir sub-contas. O seu início de sessão pessoal

Antes, durante e depois

1 Antes: faça uma cópia. Mesmo de quem confia. Uma cópia dos ficheiros e da base de dados, guardada fora da hospedagem do site, desfaz qualquer engano. Ver fazer e guardar a sua própria cópia.
2 Antes: diga o que pode e o que não pode tocar. Por escrito, no pedido ou por mensagem. “O site novo na pasta de ensaio, não o que está no ar” poupa dores de cabeça.
3 Antes: de preferência, num site de ensaio. Dar acesso é mais seguro com uma cópia para experimentar, que depois se passa para o ar. Ver um site de ensaio antes de mexer no que está no ar.
4 Durante: acessos nomeados. Um utilizador por pessoa, com o nome dela, nunca uma palavra-passe partilhada entre várias. Assim sabe quem fez o quê, e retira um sem afectar os outros.
5 Depois: retire tudo. Apague o utilizador do WordPress, a conta FTP e a sub-conta, e mude as palavras-passe que ele chegou a ver. Peça-lhe uma lista do que foi instalado ou alterado.
Cuidado com “dê-me a palavra-passe e eu trato de tudo”. Quem lhe pede o início de sessão da conta (e não só do site) tem acesso a pagar, apagar, transferir e cancelar. Se um prestador insiste, pergunte para que parte do trabalho precisa dele: quase sempre há um acesso mais pequeno que serve.
Não envie palavras-passe por e-mail nem por mensagem normal. Use um gestor de palavras-passe que permita partilhar um item, ou combine uma palavra-passe por telefone e a outra por escrito. A nossa equipa nunca lhe pedirá a sua; se for preciso diagnosticar, entramos pelo lado do servidor. Ver até onde vai o nosso suporte.

Quer ajuda para decidir que acesso dar? Diga-nos o trabalho que vai ser feito.

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